Mexo

Mexo
:::em tudo (foto: Rafael Bertelli)

terça-feira, junho 20, 2006

Coisa boa é...

...o celular vibrar na minha mão e ser você;
e eu vibrar na sua.

quinta-feira, junho 15, 2006

amar

Faz pouco tempo, descobri que o amor pode acontecer de novo.
E que não basta sentir pra confirmar, se o amor só é amor quando pode amar.
Porque sem amar, é tristeza.

music

A música é como o vento soa aos ouvidos dos deuses.

quarta-feira, maio 24, 2006

Insônia Parte II

Não quero dormir sem você.

O que não tem solução...
merda!

terça-feira, março 28, 2006

Insônia parte I

Ai... dei uma cochilada assim que cheguei do trabalho e desde onze da noite não consigo dormir... To meio preocupada. Não me importo se vc não se importa, mas to afim de falar, ok? Não precisa ler.
Escuta, por que quando ouço um amigo que me diz pra me mandar, pra voltar pra Europa, pra viver a vida de louca, mochila nas costas, cultura, experiência, espontaneidade, dança, arte, morro de vontade de fazê-lo?
Por que me faltam respostas quando ele me pergunta "por que, então, puta merda, vc tá aí ainda?" Por que eu estou aqui ainda? Por que, pela manhã, as coisas me parecem umas e, à noite, já não me soam tão boas? Por que essa bipolaridade infernal??? Será que não consigo tomar uma decisão?
Meu tempo está acabando, entende? Eu quero dançar! Por que me afasto do meu sonho? Por que me afasto de tudo que me apresenta uma pequena dificuldade? Por que não consigo aceitar que não serei a melhor e ponto? Por que essa obsessão míope de querer ser boa pra caralho, saber pra caralho? Imaturidade da porra, isso sim!! Insegurança dos diabos! Vai tomar no cu!
Sabe o que pode ser isso? Medo da frustração. Eu posso ser uma daquelas pessoas que, tendo consiência que tudo corre o risco de falhar, não termina nada. POR ISSO estava te falando pra não me deixar desistir do curso no meio do caminho, meu caro! Tenho um puta talento pra abandonar as coisas. Me desapegar ou, simplesmente, acreditar que aquilo pelo que acabei de me apaixonar é o que eu sempre quis da vida.
Acontece que dói nos músculos, sabia? Dá enxaqueca, a porra toda!
Eu não sei pra onde ir! Mais uma vez. ODEIO "deixar a vida me levar"... porque não consigo admitir que, às vezes, é a única saída? Por que essa hipótese me dói, caralho?
Por que enxergo o que me vem sempre com melhores olhos do que o que tinha se o que eu tinha me fazia muito feliz tb? Ah, se o dia tivesse mais horas!!!!!
E li a Apologia de Sócrates. E quero ler de novo! Vai se foder, como condenam um cara daqueles?? Ai... o mundo já nasceu perdido, não vê?
quantas questões, meu Prazer, quantas questões! Que questões mais ridículas, né? Vc deve estar pensando... "tsc tsc pobre garotinha que não sabe nada da vida, se ao menos tivesse lido isso, ou isso..."
No que pensam as pessoas que me dizer pra ficar, estudar, trabalhar, ser uma cidadã comum? Porque acho que sei no que pensa meu amigo qdo me diz pra ser porra-louca. Ele espera que alguém o tenha como exemplo e que no final, dando tudo certo, ele diga: " ela fez exatamente o que eu disse e olha lá, que linda..." ou não! eu poderia me foder de verde e amarelo e ele talvez dissesse: "è, minha cara, essa opção não é pra todo mundo" Ou não! Talvez ele não me deixasse foder com as coisas. Ai, que viagem ridícula!
no que pensam os que me pedem pra ficar? No que é melhor pra mim? é nisso que pensam? Se baseiam em suas próprias experiências? Deveria, de fato, dar ouvidos a elas? Pra ele foi ótimo sair por aí, se prostituindo, dirigindo ambulância pra sobreviver... hoje as pessoas acham ele um merda e ele se acha tão bom, que nem sei em quem acreditar. Melhor apostar nos meus sentidos, pelo menos dessa vez. Pelo menos na dúvida. PUTA QUE PARIU meus sentidos não me indicam um caminho, UM, 1, único!! Porra que pessoa múltipla que sou!!! Quando paro pra pensar em coisas que poderia fazer... eu poderia fazer tudo! Eu gostaria de fazer tudo! Isso me enlouquece porque... eu quero fazer tudo e não posso e porque talvez isso seja uma grande mentira!!! AAAAAAAAAAHhhhhhhhhh... me salva! Tenho que conseguir dormir. Sou mesmo bipolar e ciclotímica. Nada como um dia após o outro. Até quando?
Obrigada por me ouvir. De uma forma ou de outra.

beijos.

sábado, março 18, 2006

Dança

Desconfie da mulher que não sabe dançar.

sexta-feira, março 17, 2006

Sem título

Acho que a crise não está, exatamente, no que você vem falando em suas aulas. Ok, é inútil tentar identificar onde está a crise. Não tenho essa pretensão. Basta saber que ela existe e que é muito bom mesmo que exista. Até porque, muito do que você diz, eu reconheço. Já passou pela minha cabeça, faz muito sentido pra mim, não é de todo novidade. Só que a gente tende a afastar aquilo com o que não consegue lidar. É bem comum isso, cacete, você sabe melhor que eu, falou disso hoje! Nem sei mais o que eu aprendi com você e o que já sabia... melhor aceitar que não sabia nada porque saber e não compreender o que se sabe, não aplicar ou não poder expressar em palavras é uma merda, é o mesmo que nada ter. E se eu estou escrevendo sobre isso, ainda que de maneira bem pobre, ah... é porque...
O ponto era esse: há alguém com capacidade de verbalizar e, assim, esclarecer e divulgar aquilo que me faz entender tudo e nada em tantos momentos, percebe?
E ouvindo você falar, ouvindo alguém falar e falar tão bem é como se... ok, vamos lá:
Eu tenho um monte de argila e vou pra sua aula. Saio de lá com um vaso. A argila é minha. Mas ela seria argila pra sempre se você não estivesse ali, me ensinando a moldar. Confesso que em muitas partes do vaso você mete a mão e faz sozinho. É bom poder contar com isso. Só quero que você se sinta feliz por eu ter a argila (você vê a argila em minhas mãos, ou eu estou viajando?). É bonito ver que, para quem não tem argila, você traz um tanto da sua pra emprestar. Há quem a pegue para tentar moldar e é importante que você veja isso. Porém, você me aponta que muitos simplesmente não a querem. Isso me entristece e não, ao mesmo tempo... que merda.
Eu tenho a argila e me sinto estranhamente especial por isso. Mas quero uma coleçããããão de vasos, e sua ajuda é muito importante pra mim, percebe? E... eu sei que existem coleções e coleções de vasos, claro! Quero ser capaz de moldar sozinha porque desejo uma coleção infinita... Será possível? Você me mostra que sim, o mundo me grita que não. É porque tem capacidade limitada!

Não vê que existem pessoas disputando o tamanho de suas coleções? Colecionadoras de vasos sanitários, feitos de barro, isso sim!
Foda-se! Não me importo! Eu quero produzir, quero moldar! E se me faltar argila...
Bom... não temo que me falte argila, vez ou outra, se você ainda estiver por aí. É bom que esteja. Vou precisar de você para quebrar meus vasos quando, em momentos de descaso com a vida, eu acreditar que a coleção está grande o bastante.

sábado, março 11, 2006

Sintomas de um dia bom

Há algumas coisas que acontecem em mim que me fazem perceber que o dia é bom, antes mesmo dele virar noite. A essas coisas eu resolvi dar o nome de “Sintomas de um dia bom”. Hoje eu apresentei alguns desses sintomas.
Pra começar, eu saí da faculdade amando o Sol que brilhava forte e, em silêncio, disse: “Obrigada, Vida!” Tropecei nos degraus do ônibus e ri de mim mesma com mais duas ou três pessoas e até fiz piadinha disso. Durante todo o percurso, tinha um sorriso idiota no meio da minha cara e meus olhos piscavam lentamente fazendo charme pro Sol, namorando o Rio, enquanto eu me fazia cafuné...
No centro, ainda pela janela, vi um monumento que ostentava uma plaquinha onde estava escrita a palavra AMIZADE. Puta merda! Se tem uma palavra que me faz pensar, sorrir, sentir prazer, é AMIZADE.
Enfim, caminhando pela Rua do Ouvidor, olhava pra todas as pessoas procurando, sem querer, a tal da essência. Pode rir. Confesso que senti vontade de ver o mundo através dos olhos de muitas delas. E a tantas outras eu desejei que pudesse emprestar os meus que ainda se surpreendem carregados de otimismo, esperança e muitas emoções que fazem a realidade – a minha? – valer a pena.

Foi quando me pegou de surpresa a necessidade de compartilhar com você essa experiência e fui obrigada a me debruçar num balcão dos Correios pra escrever tudo isso. Mas agora eu quero continuar caminhando pra aproveitar esse dia que a sua aula deixou tão bom.

Você é especial.

segunda-feira, março 06, 2006

o dia de ontem

ai, que doidera!
ok.. isso não é um diário!
Vou ser breve, prometo.
Carnaval, samba, gatos, gatas, praia, Ipanema, japonês, chuveiro, cama, filme, sono!
"Um estranho no ninho"
maravilha!
ok... Hoje começam, de fato, minhas aulas. Começaram mesmo há duas semanas... mas ng vai antes do Carnaval!!!!
Perfeito.
To indo nessa.
Café e cigarro me esperam.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Cem anos

.. e no meio daquela barulheira toda, aquelas canções bonitas, pensei em pessoas mortas. Pensei em você.
Eu tô no local do crime. Assim me sinto.
E juro que te procuro nos rostos daqui. É que eu queria te achar num dos rostos daqui.. ou em todos pra, quem sabe, eu ficar só com você... E no meio da barulheira, as suas canções bonitas. E então a noite estaria feita e eu iria feliz pra casa porque você voltaria pra sua.
E talvez levassem outros cem anos pra gente se ver de novo. Mas te saber lá já me bastaria. Sempre bastou. Talvez aí se encontre o erro de não ter estado com você o tanto que hoje eu vejo que jamais seria o suficiente. Porque enquanto você estivesse lá, eu me saberia onde. Hoje por quantas vezes me pego procurando por mim mesma.. querendo tanto me encontrar nos seus olhos e aí o dia estaria feito e eu voltaria pra casa, você pra sua.. vivendo de cem em cem anos nos sabendo ali. Sem jamais se perder um do outro, assim, pra sempre.
Eu te amo demais, meu amigo. Sempre amei. Você faz falta... sempre fez. Culpa da vida.

sábado, janeiro 28, 2006

Mar e Lua (Chico Buarque)

Amaram o amor urgenteAs bocas salgadas pela maresiaAs costas lanhadas pela tempestadeNaquela cidadeDistante do marAmaram o amor serenadoDas noturnas praiasLevantavam as saiasE se enluaravam de felicidadeNaquela cidadeQue não tem luarAmavam o amor proibidoPois hoje é sabidoTodo mundo contaQue uma andava tontaGrávida de luaE outra andava nuaÁvida de marE foram ficando marcadasOuvindo risadas, sentindo arrepioOlhando pro rio tão cheio de luaE que continuaCorrendo pro marE foram correnteza abaixoRolando no leitoEngolindo águaBoiando com as algasArrastando folhasCarregando floresE a se desmancharE foram virando peixesVirando conchasVirando seixosVirando areiaPrateada areiaCom lua cheiaE à beira-mar

sexta-feira, agosto 26, 2005

Ventania

Criticam minha espontaneidade.
Eu sei quem são e sei porquê.
São pessoas que passam a vida calculando, milimetricamente, cada passo a ser dado, cada dicisão a ser tomada. Têm pretensão de se proteger de toda e qualquer coisa que possa vir a desagradá-las. ufa! Minha espontaneidade é uma ameça às pessoas que acreditam ter tudo sob controle. Pessoas se preocupam o tempo todo em resistir a tudo que seja original, autêntico... evitam o que possa ser surpreendente. Detestam surpresas! Gostam de premeditar tudo e se tornam entediantemente previsíveis.
A previsibilidade é muito chata! E a auto-proteção, uma perda de tempo.
Não adianta relutar, em algum momento vc será atingido. Há gente espontânea por toda parte e você merece encontrar pelo menos uma em sua vida! Aliás, você tem um enorme talento pra tornar-se uma! Julgar-se pronto é para quem tem medo de viver. Porque você já deve saber que viver é assumir riscos. Já deve ter ouvido isso em algum lugar, é muito clichê mas é isso aí.
O que eu sei sobre a vida? Ah... a vida nada mais é do que uma enorme floresta de árvores com copas gigantes repletas de frutas de aprendizado, conhecimento, sabedoria. Há as amargas, as doces… deve experimentar todas! Nunca conseguirá dizer qual é o sua predileta, mas pode ser que aprenda a evitar as que não lhe agradaram. Não desista daquelas que estão no alto. Suba nos galhos, dê seu jeito! Existem dificuldades na floresta, mas nada que não consiga superar. E, se por acaso, uma ventania te pegar de surpresa, aproveite o embalo e siga experimentando. Atenção para não pisar nas frutas que a ventania deixa cair no seu caminho, são as mais maduras, acredite. E jamais questione sua a direção ou resita, afinal, ventos nunca sopram pra trás.

Nina Monteiro
26/08/2005

sábado, março 26, 2005

Allllooou! Tem alguém aí??

Engraçado escrever pra ninguém ler, né?! Engraçado, não, triste. Mas eu não tenho me importado muito com isso até pq eu escrevo pouco aqui. Isso é um bom sinal, na verdade, pq quer dizer que talvez não haja tantas pessoas afim de ler, mas tem uma galera que anda, pelo menos, ouvindo... eu tenho conversado bastante, comigo mesma algumas vezes, confesso... mas tenho falado bastante com amigos... tenho escrito algumas coisas... tem algumas coisas novas que nem coloquei aquii... nem sei se coloco. Talvez eu coloque pra Elizabeth. Só ela lê meu blog mesmo...
Saudade de vc, Elizabeth... você ia gostar da nossa nova casa. Fico preocupada com você às vezes... será que a Ingrid te colocou no sótão com os outros? Acho que ela não o faria, mas sei lá, né, ela precisou pintar o quarto, fez obra lá... bom, onde quer que esteja, sei que pensa em mim e sente a minha falta, mas não deve ficar triste. Você é a felicidade, Eli. Borboletas são sempre alegres... e se estiver no sótão mesmo, no escuro e úmido sótão da Ingrid, não se preocupe, você ainda pode virar mariposa! Há sempre uma saída Eli, tudo é questão de se adaptar. Confiança e versatilidade. Fica com Deus. Não tema o escuro... você é mariposa agora.

Poucas coisas que detesto em você

Eu detesto esse seu jeito caloroso de cumprimentar as pessoas, inclusive eu.
Detesto também seu sorriso largo, sua simpatia declarada…
Detesto a falsa impressão que me passa de que poderíamos ser bons amigos, quando conversamos amenidades.
Detesto quando conversamos amenidades porque isso te faz parecer irritantemente atencioso… e detesto ainda muito mais quando olha dentro dos meus olhos como se pudesse escutar o que estou pensando, me faz sentir vulnerável demais… detesto que me olhe assim porque é capaz que note que eu não consigo me focar nos seus olhos já que me perco no seu sorriso, no timbre da sua voz, no seu cabelo despenteado, nesse seu jeito todo… e quando, enfim, te encaro, deve perceber também que fico um pouco gaga, a voz falha algumas vezes, faço longas pausas entre uma palavra e outra e quando falo, falo sorrindo…
No final das contas, detesto me despedir porque nunca sei o que dizer, pra onde olhar - nem quero ir embora agora - por um instante nem sei pra onde seguir, fica tudo preto - só falta eu esbarrar em alguém - e isso tudo junto, muito rápido, me confundindo, me deixando vermelha, enquanto você diz, inabalável, com o tal sorriso largo e os olhos sobre os meus: "tchau".

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Missing you

Ontem, caminhando pelo centro para chegar ao Passeio onde pegaria meu ônibus, cruzei a calçada do Odeon onde há algum tempo atrás você tinha estacionado o seu carro... senti sua falta. Algo me disse que você me ligaria se estivesse por perto. Desejei que estivesse por perto. E então a gente poderia se encontrar pra conversar, talvez beber uma água mineral e uma coca...Eu, provavelmente, daria muita risada e ia discordar de uma porção de coisas até você conseguir me convencer de que está certo.
Você me confessaria seus dramas, me falaria dos teus trabalhos, teus problemas e eu, especialmente hoje, talvez entrasse na dança.
Esperei o ônibus chegar lembrando de quando você fez umas imitações pra mim, no carro exatamente quando paramos num sinal bem ali em frente ao ponto de ônibus onde estava agora. Foi no dia do Odeon. Boas lembranças daquele dia.Você pode ser muito engraçado, sabia? Eu gosto quando você fala inglês ou imita coisas como na noite em que discutimos com sotaque lusitano sobre uma obra num túnel em Copacabana pelo qual passávamos. Gosto de ouvir tuas histórias. Gosto de saber tua opinião...Gosto de você.
Hoje é outro dia e ainda sinto sua falta. E agora gostaria que você me ligasse perguntando o que estou fazendo e me dissesse: "olha, tô chegando no Rio amanhã, tá? Eu ainda não sei que horas mas te ligo quando chegar no aeroporto." E a gente poderia sentar pra conversar, talvez beber uma água mineral e uma coca... Eu, provavelmente, daria muita risada e a gente discordaria de uma porção de coisas até você me convencer de que está certo. Você me confessaria seus dramas, me falaria dos teus trabalhos, teus problemas e talvez eu entrasse na dança...

Muito do meu carinho ao
"Grand G. T."

Obrigada por tudo.

sábado, outubro 23, 2004

Prazer, eu sou a Vida. ops! Diva. Eu sou a Diva.

A Diva é uma parte de mim que ninguém entende, ninguém se interessa em entender, mas que todo mundo gosta. A Diva existe quando todas as Ninas de dentro de mim resolvem se expressar ao mesmo tempo, todas juntas, loucas, convencidas, disputando um espaço na voz, nos movimentos, na face... A Diva é a revelação de todas as Ninas que eu poderia ser no mundo, se o mundo não fosse essa merda castradora que é. A Diva é a Nina engraçada, a Nina sarcástica, a Nina malandra, amiga, a Nina invejosa, a Nina admiradora, a Nina atriz, a Nina estrela de musicais, a Nina chata, exagerada, a Nina sincera, a Nina interesseira, a Nina cantora, a Nina autoritária, a Nina hipócrita, a Nina generosa,a Nina apaixonada, a Nina bailarina, a Nina carinhosa, a Nina leal, a Nina medrosa, a Nina independente,a Nina medíocre, a Nina crítica, a Nina mau-caráter, a Nina bom-caráter, a Nina organizada, a Nina catastrófica, a Nina sensível, a Nina intensa, a Nina feliz, a Nina triste, ansiosa, amargurada, desapontada, otimista, passional, realista, mentirosa...Enfim, a Diva existe quando todas as Ninas se rebelam, se revelam, e todo mundo aplaude...porque ninguém leva porra nenhuma a sério. ninguém leva a Nina a sério... Nina nenhuma.

quinta-feira, setembro 30, 2004

Inspiração Vadia - uma crônica pessimista sobre o pessimismo crônico

Poderia falar do tempo hoje. No entanto, há um Sol cretino lá fora, que vem e vai embora, sem ter sequer chance de fazer calor. Uma bosta de tema seria.
Poderia falar da cidade onde vivo. Só que hoje é domingo e aos domingos é tão morta que nesses dias eu gostaria de ir embora exatamente como o Sol, lá fora. Seria um tema chato.
Poderia falar de dança; mas isso tem sido tão estressante, tão pesado, tão gordo que só de pensar já me canso. Não tem sido um tema interessante.
Poderia falar de esperança; porém, acabei de acordar e o desespero da falta de dinheiro, da falta de emprego e do excesso de peso ainda estão sendo digeridos com meu café pra ver se consigo ao menos começar o dia. Seria um tema destruidor!
Poderia sim era falar de pessimismo. Só que as coisas não andam nada boas pro meu lado e só se fala disso quando estamos fortes e tudo está perfeito, assim nada de mal poderia ser atraído. Não é o caso.
Poderia falar do acaso; se por acaso alguém batesse na minha porta agora diretamente do nada para me oferecer uma grana emprestada, um emprego, um cigarro... Mas o acaso costuma falhar comigo. É um tema fracassado.
Poderia falar de mim; mas não quero matar ninguém de tédio. Esse tema seria fatal.
Poderia falar sobre egoísmo, mas sua personificação dorme ali no quarto ao lado e não desejo acordá-la.
Poderia falar de amor; se soubesse em que ele está pensando agora ou se ainda dorme (com quem? ), com o que sonha... e quando acordar, se vai sentir minha falta, se vai me ligar... mas o amor é tão imprevisível... e agora deu pra ficar frio. Nem sei o que pensar. Não, esse não é um bom tema hoje.
Poderia mesmo era falar de saudade. Afinal, há saudade dos pais, saudade de casa, saudade dos amigos, saudade daquela certeza que nunca existiu e que hoje parece estar mais ausente do que nunca.. Saudade de alguém que talvez nem sinta saudades minhas... Saudade de um telefonema, de um convite para jantar, de uma ida ao cinema. Saudade de assistir a um ballet, de ler um bom livro, de ir à praia. Saudade de tê-lo por perto, saudade da segurança da sua voz, dos seus braços, saudade do sorriso nos seus olhos... Saudade dos almoços de domingo, saudade de jogar bola e brincar de boneca. Saudade das brigas com as irmãs, das risadas com as irmãs, saudade das risadas... saudade do calor.
É, eu poderia falar sobre saudade se hoje eu não preferisse guardá-la aqui dentro. Tema muito profundo seria.
Quer saber? Eu não poderia falar nada! Porque essa minha inspiração vadia vem e vai embora assim sem ritmo e sem hora, exatamente como o Sol lá fora.
Então hoje minha alma está nublada.
DRESDEN / 2004

quarta-feira, setembro 29, 2004

Fica à vontade

Por um pouco de paz eu deixo você à vontade na minha casa.
Pode abrir meus vinhos,os armários, minhas gavetas, experimentar meus vestidos,meus perfumes, as trufas que ganhei de natal. Vai fundo! Calça os meus sapatos, faz ligações interurbanas, fuma meus cigarros...
Eu só preciso de um pouco de paz, que vc me deixe em paz.
Por que não assiste a um DVD, não pega um livro pra ler?Vai fazer pipoca, brigadeiro... Pode comeras balas que estão no pote, tem salmão defumado na geladeira, você pode comer também. Prepara uma salada, que tal uma dose de uísque, com gelo ou sem gelo? Não, façamos melhor, toma a garrafa, pega, é sua, pode ficar. Bebe toda, pode beber e se tiver sono, deita na minha cama e dorme, pode dormir, não te preocupas... ah, não bebes uísque? Tudo bem, você pode ficar na internet, pode ter acesso às minhas senhas, pode pegar meu cartão de crédito, eu te deixo dirigir meu carro, te empresto dinheiro...
Mas me dê um pouco de paz. Eu só preciso de um momento pra mim.
E você? Do que você precisa? Eu te dou, pode pedir! Você tem meus brincos se quiser, minha pantufa, meu melhor travesseiro. Pode dormir no meu lado da cama, comer toda minha nutella, meu sorvete de baunília com chocolate... olha, você pode pegar minha bicicleta e ir andar no rio, ou melhor, pode ir a pé, ajuda a perder peso. Pode checar teus e-mails se quiser; liga pros teus amigos, por que não vai ao encontro deles? Faz um pouco de exercício, pega lápis e papel e vai desenhar ou, sei lá, escrever um poema. Não, você não precisa ir embora, pode ficar na minha casa. Sei que não gosta de estar sozinha, então pode ficar. Pode deitar no sofá com os pés pra cima, pode ir na sauna se preferir... eu te empresto uns cubos, umas bolas e você fica aí brincando, ok? Tem tinta ali naquela caixa, você não pintaria uma coisa bem bonita pra mim?
É que eu preciso mesmo ficar em paz.
Não, você não me enche o saco, quer dizer, na verdade, você é um pouco chata as vezes sim, é um pouco demais. O que? Ai desculpa, eu não queria te machucar. Eu lamento muito, sou mesmo um ser cretino e estúpido que não pensa antes de falar alguma coisa... toma, toma esse chocolate, vê se não fica triste, tá bom? Você pode dormir aqui essa noite, pode ficar. Eu te deixo ficar, afinal, eu te amo. Não precisa ir agora no frio e no escuro pro seu apartamento vazio, ficar sozinha, tá bem?
Agora vê se não me chama, porque eu preciso de um pouco de paz, tá legal?
Mas você pode fazer o que quiser... fica à vontade.
DRESDEN /2004

quinta-feira, setembro 23, 2004

Amo essa Música!!

Totalmente Demais

Composição: Arnando Brandão, Tavinho Paes E Robério Rafael

Linda como um neném
Que sexo tem, que sexo tem?
Namora sempre com gay
Que nexo faz tão sexy gay

Rock´n´roll?
Pra ela é jazz
Já transou
Hi-life, society
Bancando o jogo alto

Totalmente demais, demais

Esperta como ninguém
Só vai na boa
Só se dá bem
Na lua cheia tá doida
Apaixonada, não sei por quem

Agitou um lance a mais
Nem pensou
Curtiu, já foi,
Foi só pra relaxar

Totalmente demais, demais

Sabe sempre quem tem
Faz avião, só se dá bem
Se pensa que tem problema
Não tem problema
Faz sexo bem

Totalmente demais, demais

quarta-feira, setembro 22, 2004

Até Quando?

Eu saí de lá triste, acabado, completamente destruído; condenado a sofrer pra sempre. E caminhava com pressa, assim com os pés batendo com força no chão, porque eu queria era fazer birra, chutar alguma coisa! Tinha tanta raiva, tanta dor, que eu podia ir a pé pra casa!
Eu chorava compulsivamente, chorava de saudade. Saudade porque sentia o seu cheiro, via o seu sorriso, ainda queria seus braços, ainda desejava seus beijos... até quando?
Eu chorava sem parar, não queria parar... não podia parar porque ainda queria que ele dissesse "eu te amo", mesmo que não fosse verdade; ainda precisava dormir ao seu lado.
Eu estava podre, cansado, me sentindo a menor pessoa do mundo; ainda assim continuava a andar...
"Tomara que eu não encontre ninguém pelo caminho." Pensei. A última coisa que queria era explicar o que aconteceu; no entanto eu queria que sentissem pena de mim. Precisava. Por isso eu chorava. Porque eu tinha pena de mim mesmo. Eu tava morrendo de pena de mim, eu queria me matar! Tava doendo muito...
Eu ainda ouvia a voz dele... até quando? E chorava mais.
Eu pensava em voltar lá e me humilhar pedindo mais uma chance, implorar pra me aceitar de volta... Eu esqueceria que ele não me ama mais, ele esqueceria que eu o amo tanto. Continuaríamos juntos como antes... eu chorava desesperadamente... Quando, de repente, abriu a porta e chamou o meu nome, pediu pra eu voltar. Gritou o meu nome dizendo pra eu voltar lá!
Há poucos metros na sua frente, indefeso, meu coração ficou então mais apertado, meus pulmões se espremeram um contra o outro como se eu fosse parar de respirar se desse mais um passo a diante. Minhas pernas quase se confundiram, meus quadris quiseram dar meia volta, confesso que por um milésimo de segunto eu parei. E aí minha cabeça passou a pensar.
Então eu apenas segui em frente. ainda chorando feito um louco e com aquela raiva me corroendo, aquela auto-piedade me sufocando...
... eu ainda ouvia a voz dele; mas dessa vez foi só até dobrar a esquina.